quarta-feira, 21 de abril de 2010

Mantenha-se seguro em uma rede Wi-Fi aberta

Imagine isto: você está em um café com seu laptop em uma mão e uma xícara de espresso na outra, pronto para analisar os contratos de alguns novos clientes e as projeções de lucro de sua empresa para o trimestre. Mas antes você se conecta à rede Wi-Fi gratuita oferecida pela loja. Em seguida, liga seu notebook a um projetor para que todos os clientes possam ver seus documentos, e entrega cópias impressas das especificações confidenciais de seu novo produto para que todo mundo possa acompanhar.


Pode parecer ridículo, mas se você está usando uma rede Wi-Fi aberta sem as devidas precauções, está praticamente convidando seus colegas de mesa a dar uma olhada nas informações confidenciais de sua empresa.

Nada é privado em uma rede Wi-Fi aberta

Hoje em dia a maioria dos usuários sabe como (e porque) proteger seus roteadores wireless domésticos. O Windows 7 e o Windows Vista até exibem um alerta quando você está conectado a uma rede sem criptografia, ou seja, completamente aberta.

Em um café, saguão de aeroporto ou biblioteca, entretanto, as pessoas frequentemente se conectam sem pensar duas vezes -- e embora usar uma conexão aberta para ver os resultados do último jogo de futebol de seu time ou a previsão para seu vôo seja aceitável, ler e-mail ou fazer qualquer atividade na web que exija um login e senha é equivalente a usar um megafone no meio de uma multidão.

Em casa, tudo o que você tem que fazer é configurar o roteador uma vez, dizer a senha para seus familiares e surfar sem preocupação deitado no sofá ou numa espreguiçadeira à beira da piscina. Mas em um café, o atendente teria de dizer a cada funcionário a senha (ou chave WEP equivalente, com 26 caracteres) -- definitivamente um trabalho que ninguém gostaria de fazer. Nesses casos, nada é melhor que uma senha em branco para facilitar o uso.

Entretanto, você não está completamente seguro mesmo que a rede esteja criptografada. Uma vez que seu computador conhece a senha, seus dados só estão protegidos contra pessoas que não estão na rede. Todos os outros clientes podem bisbilhotar seu tráfego porque estão usando a mesma senha.

Mas e se você acha que seus dados não são importantes o suficiente para que alguém queira espioná-los? Talvez você esteja só navegando à toa, sem se logar em nenhum sistema de webmail ou outros sites que exijam senha. Nestes casos você está seguro, certo? Não necessariamente.

Imagine que você está usando a conexão Wi-Fi no saguão do aeroporto enquanto volta de uma convenção. Em vez de ler as centenas de mensagens que o aguardam na caixa postal, você decide dar uma olhadinha nos sites dos concorrentes, procurando por idéias. Ou talvez você prefira estudar alguns potenciais alvos para aquisição.

Em segundo plano, entretanto, seu cliente de e-mail detecta uma conexão com a internet e começa a baixar suas mensagens. Um colega no escritório vê seu estado no mensageiro instantâneo mudar para "online" e envia um recado desesperado: "Problemão na fábrica. Possível recall. Chame o João AGORA!".

Armado com nada mais que um software de análise de pacotes, um "viajante" que também participou da conferência e está na mesma área do aeroporto que você pode obter inteligência competitiva baseado apenas na lista de sites que você visitou e nas suas (provavelmente não criptografadas) mensagens instantâneas. Sem falar no e-mail pessoal do RH indicando que você está prestes a mudar de emprego, ou nas notas que relatam seus problemas de relacionamento com sua cara-metade. Em resumo, o "outro cara" está lendo suas mensagens antes mesmo de você, e você não precisou fazer nada.

Use SSL no Webmail
 
Para combater os xeretas de e-mail começe optando por um sistema de webmail que usa o protocolo HTTPS durante toda a sessão. A maioria dos sistemas de webmail usa HTTPS no momento do login, para que sua senha seja transmitida de forma segura. Entretanto, após a autenticação eles geralmente voltam para o bom e velho HTTP não-seguro porque este protocolo reduz a carga computacional sobre seus servidores, e torna a distribuição de anúncios mais fácil.


Isto significa que todo mundo que estiver na mesma rede sem fios que você (seja não criptografada ou com uma senha compartilhada) poderá ler o conteúdo de seus e-mails. Em alguns casos, uma pessoa pode ser capaz de roubar seu "cookie" de sessão e acessar seu webmail sem saber a senha (ou pelo menos até você clicar no link "Logout". Você faz isso sempre, certo?).

Duas exceções notáveis são o GMail e seu sistema corporativo de e-mail (como o Outlook Web Access). No início deste ano, o GMail abandonou o uso do protocolo HTTPS apenas durante o login e passou a utilizá-lo durante toda a sessão.

Usuários do Google Apps já podiam habilitar esta opção, mas agora ela é o padrão mas pode ser desabilitada (se você odeia segurança). Esta mudança, combinada aos novos algoritmos para detecção de logins suspeitos do Google , fazem do GMail um destaque entre os provedores de webmail gratuito. Se você estava procurando um bom motivo para sair da AOL, Hotmail ou Yahoo!, já o encontrou.

O sistema de webmail de sua empresa também provavelmente usa HTTPS o tempo todo, porque esta é a configuração padrão na maioria dos casos. Entretanto, se você lê seus e-mails do trabalho usando software local (Outloook, Thunderbird e Mail no Mac OS X, por exemplo) em vez do webmail HTTPS, você pode, ou não, estar usando criptografia.

Hotspots pagos: segurança não inclusa

Ao fazer a pesquisa para este artigo, descobri um engano comum entre viajantes e amantes de um bom café. É a idéia de que hotspots comerciais, que cobram taxas de acesso por hora ou por mês, são mais seguros que as redes abertas porque envolvem pagamentos e senhas.

Na verdade estes hotspots raramente usam criptografia, e usam um "portal" apenas para impedir o acesso à internet até que você apresente uma forma de pagamento ou senha de assinante. Embora este "portal" seja geralmente acessado via HTTPs (para proteger a senha e informações do cartão de crédito), uma vez que seu computador é autenticado todo o tráfego circula sem criptografia pela rede sem fio.

Ou seja, aqueles R$ 19,90 mensais lhe dão acesso, mas não segurança. Na verdade, devido à natureza das transmissões de rádiofrequência outra pessoa - mesmo que não seja assinante - ainda pode ver todo o tráfego entre sua máquina e a rede, bastando para isso se conectar a ela.

Isto significa que terceiros podem facilmente observar e capturar quaisquer sites HTTP que você visite, qualquer acesso a e-mail não-criptografado via POP3 e quaisquer transferencias via FTP que você faça. Hackers talentosos podem até mesmo modificar suas interfaces wireless para clonar a identidade de sua máquina, obtendo desta forma acesso grátis através de um hotspot comercial ao "pegar carona" em seus sinais.

Use sua VPN

Se sua empresa oferece uma conexão VPN (Virtual Private Network - Rede Virtual Privada) com acesso à internet, você deve usá-la sempre que estiver conectado a um hotspot, seja ele aberto ou pago. Uma VPN é garantia de que toda sua comunicação é criptografada com cifras de alta segurança e enviada através de um "túnel" pelo hotspot Wi-Fi, através da internet e para dentro do datacenter de sua empresa, onde então é "desempacotada" e encaminhada usando a conexão à internet da empresa.

Esta é uma forma segura de acessar sistemas corporativos (intranet, e-mail, bancos de dados) porque não importa quem mais estiver conectado à rede wireless, você tem uma "estrada particular" até a empresa, inacessível a qualquer outra pessoa.

Tal arranjo pode ser ligeiramente mais lento do que a navegação sem criptografia, mas a segurança extra vale a pena. Além disso, se você estiver viajando para um país que impõe restrições no acesso à internet (como a China ou Egito), você pode enviar seu tráfego por um "túnel" até seu país de origem, e acessar os sites como se estivesse lá.

Se sua empresa não oferece o serviço de VPN ou adota a técnica de "túnel dividido" (onde apenas os acessos à intranet trafegam através de uma conexão segura, e todo o restante do tráfego é enviado diretamente a seu destino), não se preocupe - você ainda pode se proteger.

Experimente o HotSpot Shield, um serviço VPN gratuito da AnchorFree. A empresa oferece seu próprio software de VPN que você instala no notebook antes de usar um ponto de acesso Wi-Fi público.

Depois que você habilita o software e o serviço, ele criptografa seu tráfego e o envia através de um túnel até o data center da AnchorFree, e então para a internet, da mesma forma que o servidor VPN de uma empresa. O HotSpot Shield tem até configurações de VPN para dispositivos móveis (que dispensam a instalação de um programa) para proteger a navegação no iPhone usando o cliente VPN da Cisco fornecido pela Apple.

Ao usar este serviço, sua conexão é segura de seu laptop até o data center da Anchor Free no norte da Califórnia. Uma vez lá, seu tráfego viaja sem criptografia até seu destino final na internet, como se você estivesse navegando com um notebook plugado diretamente à rede da empresa.

Tal arranjo não é completamente seguro, já que o túnel criptografado não se estende até o site que você está visitando. Entretanto, é certamente mais seguro que um arranjo sem VPN nenhuma. Para quebrar a segurança, ladrões de dados teriam de conseguir acesso ao data center da AnchorFree, e não apenas à rede Wi-Fi à qual você está conectado.

Sumário sobre navegação Wi-Fi segura

Recapitulando:

1. Se sua empresa tem uma VPN que você pode usar para navegar na internet, use-a!

2. Se você não pode usar a VPN da empresa, experimente o HotSpot Shield

3. Não pense que acesso pago é sinônimo de segurança

4. Em redes sem fio sem criptografia, qualquer um pode ver o que você está fazendo (exceto em sites HTTPS)

5. Em redes sem fio com senha, qualquer um que a conheça pode ver o que você está fazendo (e isto pode variar de um punhado de pessoas em sua casa a centenas delas em um aeroporto)

6. Se você precisa usar um hotspot Wi-Fi sem nenhuma forma de VPN, imagine que seu notebook está conectado a um telão de um estádio de futebol. Não acesse nenhum site que você não visitaria se tivesse 80 mil pessoas olhando sobre seu ombro.
 
Fonte: PCWorld/EUA

sábado, 27 de março de 2010

KeePass: Crie senhas eficientes (e lembre-as depois)

Uma coisa que acontece freqüentemente, principalmente depois da criação da internet, é o esquecimento de senhas. Antigamente, você precisava decorar a senha do banco e o seu número de telefone. Hoje, é essencial saber de cor senhas de contas de e-mail, fóruns de discussão, lojas online, internet banking, messenger… O problema é que, muita gente, para evitar o esquecimento da senha, utiliza senhas fáceis, como 123456 ou data de aniversário. O KeePass é um software livre para armazenamento seguro de senhas, que pode te ajudar.

O que forma uma senha fraca?

Antes de tudo, o que é uma senha fraca? Senha fraca é aquela que pode ser quebrada facilmente por meio de ataques de força bruta ou por pessoas que conhecem alguns dados sobre você. Numa época em que as redes sociais, principalmente o Orkut, estão a todo vapor, é muito fácil descobrir esse tipo de dado. Portanto, nunca:

  • crie senhas com menos de oito caracteres;
  • crie senhas com apenas números, ou apenas letras;
  • crie senhas seqüenciais, como 159753, qwerty ou 02468;
  • crie senhas contendo algum sobrenome seu ou seu nome de login;
  • crie senhas com palavras que existam em um dicionário, de qualquer idioma;
  • crie senhas com sua data de aniversário, telefone ou número de RG ou CPF;
  • use a mesma senha em todos os lugares;
  • armazene-as online.

Uma boa senha deve ter no mínimo 14 caracteres, possuir caracteres especiais (como #, $ ou ©), e tanto letras maísculas como minúsculas, além dos números. É importante não usar as senhas em todos os lugares: se um serviço for invadido, sua senha estará em risco.

Mas, e para lembrar disso? É aí que entra o KeePass.

Usando…

Mas, qual o motivo de não usar arquivos de texto puro, ou documentos do Word, ou mesmo imprimir as senhas num papel? Simples: porque não é seguro. Com o KeePass, você cria um arquivo encriptado com uma senha mestre de sua preferência.

Para começar a usar o KeePass, faça o download na página do software. Ele é bem fácil de instalar, portanto não falaremos sobre isso. Para facilitar, copie o arquivo de idioma em português do Brasil do Keepass para a pasta do programa, em X:\Arquivos de programas\KeePass Password Safe 2. Abra o programa, vá em View > Change Language… e selecione o idioma Brazilian Portuguese. Se aparecer uma mensagem pedindo para reiniciar o software, pressione sim.

Na primeira vez que você utilizar o programa, ele parecerá estar com “defeito”. Isso significa que você ainda não criou um arquivo encriptado com suas senhas. Crie indo em Arquivo > Novo.

Salvando o banco de dados de senhas

Salvando o banco de dados de senhas

Criando a chave-mestra (senha) do banco de dados

Criando a chave-mestra (senha) do banco de dados

Na tela de criação de novo banco de dados, nós temos a chave-mestra, que é a senha com o qual você acessará esse banco, e o arquivo-chave. O arquivo-chave é como se fosse a chave do cofre: se alguém roubar seu arquivo de senhas e descobrir a senha-mestra, ele ainda precisará do arquivo-chave. Sem ele, é impossível abrir o arquivo. Você pode guardar esse arquivo no HD ou num pendrive. Depois, você também pode setar outras configurações do banco, como a descrição, pasta para senhas deletadas, enfim.

Ajustando a segurança do banco de senhas

Se você achou um exagero tudo isso, saiba que é possível impedir ainda mais que xeretas acessem suas senhas. Entre em Arquivo > Configuração da base de dados > Segurança. Você terá como selecionar o algorítmo de encriptação (se não sabe do que estou falando, deixe como está), e o número de ciclos de transformação de chaves de encriptação. Caso você tenha um processador rápido, é recomendável deixar esse número em, no mínimo, 20 milhões. Isso dificultará ataques de força bruta. Em um AMD Phenom II 955, o tempo para desencriptar as chaves com 20 milhões de ciclos ao abrir ou salvar gira em torno de 4 segundos.

Setando configurações de segurança do banco de senhas

Setando configurações de segurança do banco de senhas

Adicionando senhas

A função principal do software vem agora. Como você deve ter percebido, o programa já vem com cinco subgrupos definidos (Windows, Rede, Internet, E-mail e Banco Eletrônico), mas nada o impede de criar mais, conforme suas necessidades.

Para adicionar uma senha de e-mail, por exemplo, entre na categoria E-mail, e vá em Editar > Adicionar entrada. Na tela que aparece, você tem vários campos:

Adicionando uma nova senha

Adicionando uma nova senha

  • Ícone: Uma imagem que representa a senha;
  • Título: Título desejado para a senha. Por exemplo, caso seja um e-mail do Gmail, preencha Gmail;
  • Nome de usuário: Seu nome de usuário (dã!);
  • Senha: Senha desejada (o software já gera uma senha aleatória segura, como dXy03M59udH4gbS8e9NK, clique nos três pontos para vê-la;
  • Qualidade: Refere-se a qualidade da sua senha. O ideal é ter uma senha de no mínimo 100 bits;
  • URL: Endereço do site (opcional);
  • Comentários: Seus comentários pessoais para a senha (opcional);
  • Expiração: Caso deseje que sua senha expire em um certo tempo (opcional).

Se você percebeu, depois do campo de repetição de senha, há um botão com duas chaves. É o gerador de senhas, que falaremos agora.

Gerando senhas seguras

O Gerador de senha do KeePass é muito útil se você quiser criar uma senha segura. Existem várias opções: tamanho de senha, caracteres utilizados… Vamos nos concentrar no básico.

Configurações do gerador de senhas

Configurações do gerador de senhas

Lista de senhas geradas automaticamente

Lista de senhas geradas automaticamente

Você pode gerar desde senhas simples, como kz8v2fpi até senhas paranóicas, para proteger o banco de dados do FBI, como 匼Mz‹ÄC‰6æ{Á¸!‘Îw™ñ¡H;}VEL†£mÍ¥6½{Èåg4W¢ŸwäÞèý]o. Essa senha tem 50 caracteres, 358 bits e tem caracteres impossíveis de se inserir até com o mapa de caracteres do Windows, chamados na screenshot de Caracteres ANSI Estendidos.

Explorando as opções do programa

Em Ferramentas > Opções, existem uma vasta gama de opções para configuração do KeePass. Vamos falar sobre duas delas.

Configurações do KeePass

Configurações do KeePass

  • Segurança: Bloquear área de trabalho ao minimizar a janela principal: Útil para usar contra xeretas, trava o arquivo com senha sempre que o software é minimizado;
  • Integração: Associação: É possível associar arquivos .kdbx com o KeePass. Por padrão não vem habilitada, por questões de segurança.

Conclusão

O KeePass é um software excelente. Sem gastar um centavo, você pode gerenciar melhor suas senhas (ao invés de usar um patético senhas.txt), e proteger suas contas na internet com senhas mais fortes. Muito bom!

Fonte: Paulo Higa

sábado, 20 de março de 2010

Utilitários que não saem de moda e que podem salvar seu PC


Desde a época em que o Windows se transformou no principal sistema operacional do mercado, um fato não pode ser negado: o PC não irá funcionar perfeitamente para sempre. Em algum momento, ao longo do tempo, algo vai dar errado.

Mesmo com as sucessivas versões do Windows mais confiáveis e com melhorias em manutenção do sistema, ainda não há argumentos suficientes para renunciar a uma boa coleção de softwares de diagnóstico e manutenção.

Ao longo dos anos observamos bons softwares no mercado que provaram seu valor mais de uma vez, tanto que, sempre que atualizamos nossas máquinas, essas ferramentas sempre são instaladas novamente.

Se algo der errado, como a tela azul da morte ou lentidão no sistema, por exemplo, é fácil recorrer a essas ferramentas para ajustar tudo de novo. Todas elas são grátis para uso pessoal. Então aproveite e faça você mesmo a manutenção do seu sistema.

Process Explorer
Ele é bem parecido com o gerenciador de tarefas que é parte integrante do Windows, mas com um bom funções adicionais. E é tão acessível e simples que não há motivos para desprezar o Process Explorer. Ao abrir o programa, ele exibirá uma árvore dos processos que estão sendo executados pelo sistema operacional, na ordem em que foram abertos.

A parte superior da janela possui quatro gráficos: uso da CPU; histórico de memória; histórico de entrada/saída; e memória física ocupada. Ao clicar em qualquer desses gráficos, uma nova janela será aberta exibindo detalhes sobre o item selecionado.O gerenciador de tarefas do Windows também exibe informações, mas não chega nem perto do Process Explorer.


Por exemplo, quando um processo é aberto, é exibida uma lista de detalhes sobre ele: todos os itens de instruções desse processo, suas permissões, acesso a rede, qual programa lançou o processo, além de ser possível parar o processo ou mesmo reiniciá-lo.

Outro recurso consiste em ativar um painel com detalhes de arquivos DLL (Bibliotecas de Ligação Dinâmica, na sigla em inglês), o que é ótimo para usuários com mais experiência que estão buscando corrigir programas que pararam de funcionar.

SIW - System Information for Windows
Nenhuma ferramenta se iguala a essa em simplicidade e eficiência. Com apenas um arquivo executável, o SIW mostra detalhes de todos os componentes de hardware do PC.

Está organizado em quatro categorias básicas. Três estão disponíveis ao lado esquerdo da janela: Softwares; Hardware; e Rede. Ao clicar em algum desses itens, todos os detalhes serão abertos no lado direito da janela. O processo de coleta de dados pode demorar mais de 10 segundos, dependendo da velocidade do PC, por isso, não se assuste se o sistema ficar estático por esse tempo.


A quarta categoria inclui ferramentas diversas que ficam no Menu Ferramentas. Entre eles, uma ferramenta chamada Eureka, que descobre campos de senhas com asteriscos (útil quando deixamos o sistema guardar senhas e, quando precisamos digitar novamente, em algum outro local, não lembramos mais).

É interessante deixar claro que o SIW é um software que exibe informações sobre o PC e não é possível alterar nada por meio dele.

BlueScreenView
No Windows, não há coisa pior do que lidar com a tenebrosa tela azul da morte (BSOD, na sigla em inglês), que exibe mensagens de erro enigmáticas e com problemas que podem vir de várias causas. Apesar se ser menos frequente hoje em dia, quando ela aparece, causa muita dor de cabeça. Por isso a ferramenta BlueScreenView pode ajudar muito.

Quando um problema grave acontece e a tela azul aparece, os resultados dos erros são salvos em um arquivo. O BlueScreenView lê esse arquivo e produz um relatório que pode ser salvo em um simples arquivo HTML. Cada linha descreve os erros da BSOD, com informações da hora do ocorrido e parâmetros de programas que foram passados na hora do "crash" do sistema.


Os resultados são pesquisáveis, de forma a facilitar a busca, caso o usuário já desconfie de algum programa ou arquivo DLL que seja a possível causa do problema. Outra coisa BlueScreenView faz é listar todos os drivers de dispositivo que estavam funcionando no momento do acidente.

Se um driver foi listado como a causa do acidente, é sinalizado e indicado em vermelho. Também é possível filtrar os drivers suspeitos e manter o foco apenas neles. O único ponto negativo é não haver uma opção para imprimir o relatório.

Autoruns
Essa ferramenta lista, com detalhes, todos os programas carregados na inicialização do Windows, mesmo aqueles em que o usuário nem sabia que eram carregados. São exibidos também drivers, widgets e outros pequenos programas que ficam na barra de tarefas ao lado do relógio do Windows.

O Autoruns organiza suas exibições no sistema de abas (Logon; Serviços; Explorer; Internet Explorer; e Drivers), tornando mais fácil obter um relatório detalhado com as entradas que o usuário está mais preocupado.


É possível desativar qualquer aplicativo ou serviço sem realmente excluí-lo, simplesmente desmarcando uma caixa, ou removê-lo completamente selecionando-o a partir do menu aberto com o botão direito do mouse.

Com a opção Esconder entradas do Windows pode-se exibir programas de inicialização apenas de terceiros, o que é interessante se o usuário busca por um programa específico. Dessa forma, a tarefa de busca fica mais organizada e, em consequência, mais rápida de encontrar o software desejado.

WinDirStat
Como o espaço livre do disco diminuiu tanto? Essa é uma das perguntas que fazemos ao longo do tempo de uso do PC. E com programas cada vez maiores, isso é bem fácil de acontecer. Por isso esse utilitário ajuda a informar o quanto de espaço cada programa está utilizando no HD.

O mais interessante é que o WinDirStat gera relatórios gráficos. Dessa forma, mesmo com muitos programas instalados, a visualização de espaço ocupado se torna rápida. É possível visualizar as pastas e arquivos isolados, inclusive pastas e arquivos escondidos. Existem outros programas que executam a mesma função, mas o WinDirStat superou em muito todos eles.


Ao executar o programa, o disco será lido e então será exibido o gráfico de uso em um arranjo chamado de Treemap, que é uma técnica de organização visual, com blocos coloridos, facilitando muito a identificação dos aquivos.

É possível também fazer operações de limpeza dentro do programa. Com o botão direito do mouse em um arquivo ou pasta, pode-se excluir definitivamente o arquivo ou enviá-lo para a Lixeira.

Unlocker e OpenedFilesView
Aqui está uma situação em que todos nós já passamos em frente a um PC: um arquivo que simplesmente não pode ser excluído porque está "em uso". O Windows Vista e o Windows 7 são melhores para informar qual programa está usando o arquivo em questão, mas mesmo assim o arquivo insiste em não querer sair do sistema.

Para resolver essa situação testamos duas ferramentas. Uma é mais conhecida e preferida pelos técnicos, chamada Unlocker. A outra, pouco conhecida, leva o nome de OpenedFilesView. Mas ambas fazem a mesma coisa: determinam qual o processo tem um bloqueio e então permite que o usuário exclua o arquivo desse processo.


O Unlocker é executado em segundo plano, de forma transparente ao usuário e adiciona um menu de contexto ao Windows Explorer. Para saber o que está travando o arquivo, clique com o botão direito do mouse e escolha  a opção Unlocker. Em seguida, basta remover o processo que bloqueia o arquivo.

O OpenedFilesView, por outro lado, fornece uma lista regularmente atualizada de todos os arquivos atualmente bloqueado por todos os processos, que podem ser classificados e pesquisados. O mesmo tipo de ação pode ser tomada, embora OpenedFilesView não suporta apagar um arquivo bloqueado e, sim, apenas desbloqueá-lo.

Uma grande desvantagem de ambos utilitários é que são instáveis em sistemas de 64 bits. Na verdade, o Unlocker nem funciona no Windows de 64 bits. O OpenedFilesView tem uma versão de 64 bits, mas exige desativar o sistema de segurança de conta do usuário (UAC).

Desativar essa configuração significa que qualquer programa será executado sem permissão devida, o que pode ser inseguro em caso do sistema ser invadido ou receber algum arquivo malicioso que o antivírus não detectou. Mas cada usuário deve saber do grau de risco em que seu sistema está exposto.


Fonte: Serdar Yegulalp, da PC World/EUA

domingo, 6 de dezembro de 2009

Google lança serviço próprio de DNS.

O Google anunciou nesta quinta o lançamento do seu serviço de DNS, chamado Google Public DNS, que tem por objetivo fazer a experiência de navegação mais rápida, segura e confiável.


Para quem não sabe, o DNS é o responsável identificar o endereço que você coloca no navegador, como techguru.com.br, dando o caminho para chegar ao IP. Quando há um problema no DNS, como foi a pane do Speedy, o usuário não consegue navegar, porque o servidor DNS não consegue associar o nome ao IP correto.

O site do novo serviço do Google traz instruções detalhadas sobre como configurar o Google Public DNS na sua conexão. A empresa espera que os usuários se beneficiem e os servidores de DNS também fiquem mais rápidos.

Fonte: Techguru

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ferramenta bloqueia spam no Twitter

Com o aumento no número de usuários no Twitter, cresce também o número de spams - as mensagens indesejadas que podem vir por meio de mensagem direta (DM), ou reply (mensagem que cita o @nomedousuário).
Uma ferramenta criada pelos desenvolvedores do site Migre.me promete minimizar o problema. O Twitted.me funciona de duas formas. Uma delas é recebendo denúncias de perfis de spammers. A outra é “vacinando” os perfis de usuários que não desejam mais receber tais mensagens.
“No último mês, recebemos uns quatro ou cinco spams por dia e decidimos que era preciso dar um jeito nisso”, explicou Jonny Ken Itaya, diretor de tecnologia da Kingo Labs, criadora do projeto.
Itaya explica que o Twitted.me possui três filtros para definir se um perfil tem mesmo características de um spammer. “Se tiver, ele bloqueia as mensagens desse perfil para os usuários que tiverem se cadastrado no Twitted.me”, afirmou.
As denúncias de perfis spammers podem ser feitas tanto pelo site do Twitted.me quanto pelo próprio Twitter, bastando para isso mandar uma mensagem para @spammermaldito seguido pelo perfil a ser denunciado.
O Twitted.me foi lançado na segunda-feira (31/8) e ainda está em fase beta (de teste) mas, segundo Itaya, o retorno já tem sido satisfatório e não deve sofrer muitas alterações.
Para se proteger de spams, o usuário deve acessar o site do Twitted.me e clicar em “vacina”. Ele será redirecionado a uma página do Twitter Oauth e, então, deve clicar em “allow”, para permitir o cadastro do perfil no sistema anti-spam.
O Oauth é recurso que o Twitter possui para permitir a terceiros o acesso à conta dos usuários, mediante autorização do próprio usuário. Isso permite que o Twitted.me, por exemplo, acesse o perfil e bloqueie os possíveis spammers sem precisar armazenar o login e senha do usuário.

Por Evelin Ribeiro, do IDG Now

Adicione um botão de bookmarks no Chrome

E mais um parâmetro mágico para o atalho do Chrome apareceu. Desta vez, ele acrescenta um botão de acesso rápido aos bookmarks do lado direito da omnibox (barra de endereços), antes dos já conhecidos botões de opções da página e configurações do navegador:

Atalho de bookmarks no Chrome.

Atalho de bookmarks no Chrome.

Clique com o botão direito no atalho que costuma usar para acessar o Chrome, e entre em Propriedades. Lá, no campo Destino, acrescente, após o nome, o seguinte parâmetro (começa com dois hífens):

--bookmark-menu

Assim:

--bookmark-menu

--bookmark-menu

Aplique, e pronto, o botão aparecerá! O parâmetro pode ser usado em conjunto com outros, como se vê na imagem acima. Basta dar um espaço entre eles.

Fonte: Rodrigo P. Ghedin

11 sites mais interessantes da nova internet

Chame-os de sites da Web 2.0 ou de mashups, novos endereços online estão borbulhando por toda a grande rede mundial. E mais do que apresentar dados, eles as estão processando as informações em novos formatos.
Alguns deles operam com informações alimentadas pelos internautas, permitindo que o usuário as manipule, rastreie ou compartilhe como em uma agenda ou lista de tarefas. Outros, chamados de mashups, coletam dados de diferentes sites e os transformam em algo novo. Todos fazem parte da evolução da internet além de alguns pontos de informação espalhados.
Desde ajudá-lo a organizar sua vida a dar uma cara mais pessoal à sua diversão online, aqui estão 11 exemplos que mostram o que a nova web é capaz de fazer:

Assistentes pessoais

GrandCentral
Você já quis ter o mesmo controle sobre chamadas telefônicas recebidas, que tem no e-mail? O GrandCentral - agora pertencente ao Google - fornece ao usuário um novo número de telefone e encaminha as chamadas para quaisquer outros números especificados pelo usuário.
Dependendo de quem faz a chamada, o usuário pode direcioná-la ao telefone do trabalho, de casa para o celular ou para todos ao mesmo tempo. O serviço também permite o direcionamento de algumas chamadas diretamente ao correio de voz - oferecendo diferentes mensagens dependendo da origem das chamadas - e que o usuário puxe os recados em qualquer browser. A vantagem mais interessante talvez seja o a possibilidade de bloquear permanentemente chamadas de qualquer pessoa ou spammer.

Highrise
O Highrise é uma ferramenta online de CRM (Customer Relationship Management). Basicamente, é um banco de dados de contatos, lembretes e notas fácil de usar. Como ele está online, é possível compartilhá-lo na empresa ou em qualquer lugar que ofereça acesso à internet.
O serviço oferece uma conta gratuita para até dois usuários, capaz de armazenar 250 contatos, e uma conta Max, para um número ilimitado de usuários e capacidade de armazenar 50 mil contatos, na qual são cobrados 149 dólares.
Jott
O Jott serve para aqueles momentos em que o usuário está longe de seu computador  - e perto do telefone - e se lembra de alguma coisa que precisa fazer no dia seguinte ou de algum compromisso do qual precisa ser lembrado em uma semana. Para resolver o problema, basta telefonar para o Jott e ditar sua mensagem.
O serviço traduz a mensagem em texto e a envia por e-mail a qualquer e-mail registrado pelo usuário no sistema.
Se a informação deve ser enviada futuramente, é possível pedir que o Jott envie a mensagem como um lembrete. O usuário ainda pode usar o Jott para fazer publicar posts em seu blog ou no Twitter, ou para adicionar tarefas em sua lista de afazeres, como "Remember the Milk" (veja o serviço a seguir) e sites que fazem este serviço.

Remember the Milk
Este é um serviço de gerenciamento de tarefas online, com uma interface limpa, objetiva e que está acima de seus concorrentes.
Como qualquer programa de calendário no desktop, o Remember the Milk cria uma lista de tarefas e os prazos para que sejam realizadas. Novas tarefas podem ser adicionadas via browser ou e-mail.
Entre os diferenciais do Remember the Milk destaca-se o envio de lembretes das tarefas via e-mail, mensagem de SMS no celular ou por comunicador instantâneo. O usuário pode ainda compartilhar suas listas de tarefas com a família ou com uma equipe do trabalho para que eles também adicionem tarefas, o que é uma função quase impossível em programas que estão fora do ambiente de servidor da empresa.
Visualizando informações

Pageflakes
Conhece páginas de portais que você pode customizar com diferentes fortes de informações, como a página inicial do Yahoo ou o iGoogle? Pois o Pageflakes é o portal mais personalizável que você pode imaginar.
O "flakes" em sua página pode conter quase tudo - de notícias familiares a sites de esportes, meteorologia, feeds de RSS e blogs, a podcasts ou a um alerta do Facebook - entre mais de 200 mil flakes disponíveis atualmente.
O internauta também pode carregar páginas de interesses especiais criadas por outros usuários do Pageflakes e publicá-las como Pagecasts, como uma recente página criada para acompanhar o torneio de basquete March Madness.

Liveplasma
Abrir um mapa no Liveplasma é como adentrar um sistema solar ligado a shows e filmes. Ao digitar o nome de uma banda, por exemplo, o Liveplasma gera um campo de esferas, com a banda procurada ao centro, apresentando outros grupos com sons similares ao redor.
O tamanho da esfera depende da popularidade do artista, e sua cor se relaciona ao quanto ele se aproxima da banda central.
O processo de seleção é um pouco obscuro e o banco de dados tem algumas falhas - ao buscar "Lily Allen" acessei um mapa de Woody Allen, por exemplo -, mas é uma maneira fascinante de explorar similaridades entre artistas em uma nova forma de exibir informações.
WeatherBonk
O WeatherBonk, por outro lado, está longe de ser visualmente estonteante, mas ainda satisfaz qualquer um que realmente queira saber a previsão do tempo.
O serviço coleta dados de sistemas de meteorologia nacionais como Weather Underground e National Weather Service, além de diversas estações de medição do clima em residências e escolas.
Os dados são exibidos em uma tela que mostra a previsão atual do tempo em um mapa no Google, com dados sobre temperatura e imagens de webcams da região pesquisada.

CommunityWalk
Você conhece aqueles pequenos marcadores que vê quando faz buscas por uma pizzaria no Google Maps? O CommunityWalk permite que você crie seu próprio mapa com marcações estabelecidas adicionando um endereço ou apenas clicando sobre o mapa.
Você também pode adicionar um selo ou notas para cada localidade. Eu usei o serviço para fazer um mapa dos locais onde os membros de um fórum de internet local oferecem casas para passar o final de semana. Você pode categorizar os locais com ícones diferentes para cada categoria. O mapa pode ser classificado como privado, compartilhado com pessoas que recebem a URL do usuário, o público, passando a aparecer em uma lista no site e em sistemas de buscas.

Gmaps Pedometer

Quer saber a distância percorrida em sua caminhada matinal? Basta entrar neste site, buscar a localização no Google e começar a clicar em pontos de sua rota.
Desta forma, o Gmaps Pedometer irá calcular a distância total de suas andanças. E se você adicionar suas informações de peso, o sistema lhe dará uma estimativa de quantas calorias foram perdidas.
HousingMaps
Onde será que ficam todos aqueles apartamentos anunciados no Craigslist, afinal de contas? Vá ao housingmaps.com, escolha uma cidade listada no Craigslist pelo menu, digite uma faixa de preço, número de quartos ou outro critério de seleção e você terá um mapa mostrando onde estão localizadas todas as ofertas de imóveis.
Você também tem acesso a todas as ofertas ao lado do mapa. Clique no ícone ao lado de cada uma delas e surgirá um pop-up no mapa com título da oferta e endereço, ou clique direto na oferta para ir ao Craigslist. É uma ferramenta útil se você está planejando uma mudança, mas também é uma maneira divertida de passar o tempo, sonhando em se mudar para uma nova cidade.

Goggles
Carregue o mapa da sua cidade natal ou qualquer outro lugar que queira visitar e se divirta pilotando um aviãozinho bimotor animado em Flash sobre o local. Você pode até bombardear antigos locais de trabalho ou lugares pelos quais não tem simpatia.
Se você se perder, apenas mergulhe até colidir com o solo e comece tudo de novo. O Goggles abre com uma lista de 22 locações, incluindo Nova York, Los Angeles, Helsinki (Finlândia), Heraklion (Creta), a até Marte e a Lua (embora os testes com essas duas últimas não tenham funcionado). Também é possível definir seu próprio ponto de partida, embora o processo seja mais complicado e envolva mais passos. Mas se você encontrar o local desejado, é só voar por lá.

Por Computerworld/EUA